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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Política: Relatório que compromete PT e Lewandowski será analisado por Cármen Lúcia

Ministra vai decidir se investiga ou não a ação do ministro Ricardo Lewandowski no caso do sumiço de documentos que comprometiam o PT e Dilma Rousseff



DILEMA - Uma sindicância colheu depoimentos de servidores que denunciaram a intervenção indevida do ministro Lewandowski
DILEMA - Uma sindicância colheu depoimentos de servidores que denunciaram a intervenção indevida do ministro Lewandowski      (Nelson JR/STF)

A ministra Cármen Lúcia, há sete anos no Supremo Tribunal Federal (STF), é conhecida por não se envolver nas ruidosas contendas que com frequência fazem pesar o ambiente na mais alta corte do país. Mineira, ela corre de confusão. Na quinta-feira da semana passada, por exemplo, enquanto seus colegas Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski discutiam com dedo em riste ao final de mais uma sessão destinada a julgar os recursos dos mensaleiros, a ministra apressou-se em sair da sala contígua ao plenário onde o bate-boca se desenrolava. Agora, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia está diante de um dilema que porá à prova seu hábito de evitar divididas. Na semana passada, VEJA revelou que o TSE sumiu com pareceres técnicos que sugeriam a reprovação das contas do PT no período do mensalão e da campanha da presidente Dilma Rousseff - e que o desaparecimento de tais documentos ocorreu por interferência direta de Lewandowski, então presidente do tribunal. A pressão exercida pelo ministro consta do relatório final de uma sindicância realizada pelo próprio TSE cujo resultado está nas mãos de Cármen Lúcia. Caberá a ela decidir o que fazer diante da revelação: adotar providências para passar o episódio a limpo ou deixar que o caso fique como um estranho mal-entendido.


Fonte :  veja.abril.com.br

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Greve de delegados para 44 delegacias de SP por quatro horas

Paralisação na capital ocorreu em quase metade dos 93 distritos, entre as 10 e as 14h; ato por melhores salários e valorização da carreira também ocorre no restante do Estado


Luciano Bottini Filho - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Um total de 44 dos 93 distritos policiais da cidade de São Paulo deixaram de registrar ocorrências entre as 10h às 14h nesta quinta-feira, 8, por causa da greve dos delegados realizada em todo o Estado pela valorização da carreira. O balanço foi divulgado pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp).

Com a pauta focada em mais infraestrutura para a Polícia Civil e a reposições salariais, a categoria parou em dezenas de cidades. Na capital, 300 policiais partiram da Avenida Ipiranga, 919, para uma passeata com destino à sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, na Rua Líbero Badaró, também no centro. Por volta das 16h,eles passaram pela Delegacia Geral da Polícia Civil, na Rua Brigadeiro Tobias. No local também fica a sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde é investigado o assassinato de uma família de policiais na Brasilândia.

O grupo de delegados e simpatizantes da causa vestiam camisetas brancas e traziam cartazes com críticas a política de segurança do Estado: "a cada dez dias, um delegado abandona a carreira em São Paulo", dizia um deles. Carros de apoio acompanhavam a mobilização.

Atendimento. A reportagem esteve em três delegacias nesta quinta-feira entre as 10h e as 14h. Quem quis registrar ocorrências nesse período, foi aconselhado a voltar mais tarde. Os distritos visitados foram os seguintes: 2ºDP (Bom Retiro); 78ºDP (Jardins) e o 13ºDP (Casa Verde).



Fonte: estadao.com.br

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Presidente do TSE diz desconhecer repasse de dados de eleitores à Serasa

A assessores, Cármen Lúcia afirmou ter levado 'um susto' ao saber de acordo publicado em Diário Oficial em julho, conforme revelou o 'Estado'

Felipe Recondo e Mariângela Gallucci - O Estado de S. Paulo
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou a assessores próximos que "levou um susto" ao saber que o tribunal cedeu dados de eleitores para a Serasa. A medida foi publicada no Diário Oficial da União do dia 23 de julho e foi revelada pelo Estado, nesta quarta-feira, 7.

Ministra Cármen Lúcia não teria sido informada sobre acordo - Nilton Fukuda/AE - 23.11.2012De acordo com assessores do tribunal, apesar da decisão ter sido publicada no Diário Oficial, a ministra não teria sido informada do assunto. Conforme informações do tribunal, a decisão partiu da ex-corregedora do tribunal Nancy Andrighi e confirmada pela sua sucessora, ministra Laurita Vaz.

"Por determinação da corregedoria-geral do TSE, tendo sido despachado pela ministra Nancy Andrighi, que foi sucedida no cargo pela ministra Laurita Vaz, restringindo-se essa matéria ao exclusivo cuidado da Corregedoria. Por isso, a matéria nunca foi levada ao conhecimento prévio da presidência do TSE ou aos demais ministros", afirmou Cármen Lúcia.

O cadastro dos eleitores é de responsabilidade da corregedoria-geral. O órgão do TSE teria autonomia para gerenciar os dados dos 141 milhões de eleitores brasileiros. O repasse de dados à Serasa é feito justamente no momento em que o TSE faz o cadastro biométrico dos eleitores. A Serasa é empresa privada que gerencia um banco de dados sobre a situação de crédito dos consumidores do País.

Pela manhã, conforme os assessores, a presidente teria telefonado para a corregedora para questionar a veracidade da notícia. A ministra teria dito, conforme o relato de assessores, que estava "tranquila" sobre a correição da medida. Laurita Vaz deve convocar uma coletiva para explicar o assunto.

Pelo acordo firmado com a Serasa, o tribunal entrega para a empresa privada os nomes dos eleitores, número e situação da inscrição eleitoral, além de informações sobre eventuais óbitos. A empresa, por sua vez, pode fornecer esses dados aos seus clientes.

Fonte: estadao.com.br